perspectiva

Árvore dormindo alinhada com fragmento humano plantado-encolhido-entregue quase vivo sobre quadrado de terra. Tríade afinada de luz asséptica, vozes internas e poste manco. Espera-o acompanhada do frio-madrugada. Perspectiva para mais feira e montes de folhas, nessa mesma calçada.

acalanto

Poema finalista do II Concurso de Poesia da Cidade de São Paulo.

Agora, apenas absorver os sons. Amanhã a esperança de despertar e sentir os acalantos da água pernoitada, reverberando. Na parede, na calçada, na grade preta cheia de pixo. Na insistência do mesmo caminho. Na arquitetura de morar. Nos olhos e nos pés sôfregos daqueles da rua. Uníssono sopro de silêncio nas folhas, troncos e verdes, firmes. Sutil e breve conciliação entre o homem e a natureza.

Felipe Gavioli

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