noturno

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Noturno

Chove. Lá fora os lampiões escuros
Semelham monjas a morrer… Os ventos
Desencadeados vão bater, violentos,
De encontro às torres e de encontro aos muros.
 
Saio de casa. Os passos mal seguros
Trêmulo movo, mas meus movimentos
Susto, diante do vulto dos conventos,
Negro, ameaçando os séculos futuros!
 
De São Francisco no plangente bronze
Em badaladas compassadas onze
Horas soaram… Surge agora a Lua.
 
E eu sonho erguer-me aos páramos etéreos
Enquanto a chuva cai nos cemitérios
E o vento apaga os lampiões da rua!

Augusto dos Anjos

magrelinha – caetano veloso

Se alguém consegue ir no âmago das composições alheias, tal qual um estudioso minucioso, este é o cara certo. A versão para esta composição belíssima de Luiz Melodia é tocante. O arranjo sensível, simples, quase piano, exalta a beleza poética que se esparrama por uma linha melódica que flerta em espamos; com a dramaticidade e a esperança de um sujeito, ou tal qual, de seu próprio país.

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