ponto final

Costumo postergar as últimas páginas de um (bom) livro. Crio alguma expectativa, penso em qualquer lugar sobre aquele instante. Evidente, não considero necessariamente o final de uma obra o seu ápice ou momento mais marcante, mas de alguma forma esse diálogo mais íntimo com o autor se encerra no último ponto. Com barulho de chuva e o sopro macio do vento.

Autor: Felipe Gavioli

Um disparo despido de interação com a cena é música sem alma para mim. É preciso um fio de intimidade, nem que seja algo momentâneo, simples, mas tecido com alguma dignidade. Meus arranjos fotográficos são construídos pelas caminhadas, arquiteturas, histórias, sons e culturas que me são apresentadas. Peço licença ao mundo tão cheio de coisas, quando então apresento uma nova imagem. Que ela seja silenciosa e, se falar, que fale bem baixinho na mente de quem as observa.

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